Extensão da Convenção de Arbitragem a Não-Signatários:A Doutrina do Grupo de Sociedades
Contenido principal del artículo
Resumen
O presente artigo analisa criticamente a doutrina do grupo de sociedades enquanto fundamento para a extensão da convenção de arbitragem a partes não signatárias. Com base na jurisprudência e doutrina internacional, questiona-se a validade desta construção à luz do princípio do consentimento, pedra angular da arbitragem. Sustenta-se, como alternativa mais coerente e segura, a adoção do consentimento implícito, enquanto critério jurídico mais rigoroso para justificar a vinculação de terceiros à cláusula compromissória. Conclui-se pela necessidade de rejeitar presunções autonómicas, privilegiando uma análise centrada na vontade efetiva das partes.
##plugins.themes.bootstrap3.displayStats.downloads##
Detalles del artículo
Sección

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-CompartirIgual 4.0.
Cómo citar
Referencias
Aguilar Grieder, H. La extensión de la cláusula arbitral a los componentes de un grupo de sociedades en el arbitraje comercial internacional. Universidade de Santiago de Compostela, Santiago de Compostela, 2001.
António Loureiro Pereira, M. A extensão da convenção de arbitragem a terceiros não-signatários no âmbito dos grupos de sociedades. Dissertação de Mestrado, Universidade de Lisboa, Lisboa, 2020.
Apolo Roque, C. “Liberdade e a Vertigem de Tudo Perder: Autonomia das Partes na Arbitragem Institucional” In: Revista Internacional de Arbitragem e Conciliação, núm. 15, Almedina, Coimbra, 2021.
Born, G. International Arbitration: Law and Practice. 3.º ed, Kluwer Law International, The Netherlands, 2021.
Brekoulakis, S. Third Parties in International Commercial Arbitration. Oxford University Press, Oxford, 2010.
Fouchard, P., et al. Traité de L’Arbitrage Commercial International. Litec, Paris, 1996.
François Poudret, J. Comparative Law of International Arbitration. 2.ª ed, Sweet & Maxwell, Londres, 2007.
Gonçalves Borges, C.; Neto Galvão, R. “A Extensão da Convenção de Arbitragem a Não Signatários” In: VI Congresso do Centro de Arbitragem Comercial: Intervenções, Almedina, Coimbra, 2013.
Gorjão Henriques, D. “A extensão da convenção de arbitragem no quadro dos grupos de empresas e da assunção de dívidas: um vislumbre de conectividade?” In: Revista da Ordem dos Advogados, Lisboa, 2014.
Jaques Arnaldez, J. Collection of ICC arbitral awards, 1996-2000 - Recueil des sentences arbitrales de la CCI, 1996-2000. ICC Publishing, Paris, 2003.
Kiriak, A. Arbitral Jurisdiction Over Non-Signatories: The “Group Of Companies” Doctrine. Central European University, Hungary, 2015.
Lima Pinheiro, L. Arbitragem Transnacional: A Determinação do Estatuto da Arbitragem. Imprensa FDUL, Lisboa, 2023.
Marco Steingruber, A. Consent in International Arbitration. Oxford University Press, Oxford, 2012.
Mirambell Fargas, M. “Choosing Spanish arbitration law to apply the group of companies doctrine” In: Arbitration International, Volume 39 (1), 2023.
Monteiro Pires, C.; Pereira Dias, R. Manual de Arbitragem Internacional Lusófona. Volume I. Almedina, Coimbra, 2020.
Pereira Barrocas, M. Manual de Arbitragem. 2.ª ed, Almedina, Coimbra, 2013.
Pinto Monteiro, A. Manual de Arbitragem. Almedina, Coimbra, 2023.
Rymalova, A. L’extension de la convention d’arbitrage dans le cadre des groupes de sociétés: Les divergences entre les approches française et allemande. Les Blogs Pédagogiques, 2009.
Sánchez Lorenzo Sixto, A. Arbitraje Comercial Internacional: Un Estudio de Derecho Comparado. Cizur Menor Navarra: Thomson Reuters Civitas, 2020.
Ventura, R. Convenção de Arbitragem. Ordem dos Advogados, Lisboa, 1986.